Segunda-Feira, 30 de Novembro de 2020 -

Artigo: Após duro golpe na democracia, movimento sindical luta pela manutenção dos direitos trabalhistas

Publicado em: 05/09/2016

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Na última semana, em 31/8, presenciamos a concretização de um golpe na democracia, quando Dilma Rousseff sofreu o impeachment no plenário do Senado por 61 votos favoráveis a 20 contrários.

Infelizmente, tal golpe afetará a vida dos menos favorecidos no país, de trabalhadores do campo e da cidade, pessoas que mais precisam da manutenção e ampliação de seus direitos, tais como de políticas progressistas no país.

Em seu primeiro pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV, o presidente Michel Temer já avisou que não terá como garantir o pagamento da aposentadoria sem uma reforma na Previdência Social. Seu governo proporá a implantação de idade mínima de 65 anos para aposentadoria de homens e mulheres, basta apenas definir quando enviará a proposta ao Congresso Nacional. Se aprovada, nova regra valerá para trabalhadores com menos de 50 anos e trabalhadoras com menos de 45. Já os acima dessa idade pagarão o que está sendo chamado de “pedágio” proporcional ao tempo restante para se aposentar.

Em seu pronunciamento, Temer também defendeu mudanças na legislação trabalhista. A partir de agora, podemos esperar ataques aos direitos conquistados com muita luta, desde a CLT até os programas sociais que tiraram milhões de brasileiros da extrema pobreza. Podemos esperar ataques às garantias que o registro em Carteira de Trabalho nos traz, como 13º salário, hora extra, descanso remunerado, férias, entre outros direitos que trazem um pouco de qualidade de vida ao trabalhador.

Como se todas essas ameaças não bastassem, o grito de luta da população nas ruas está sendo abafado por uma Polícia Militar truculenta! No dia 31/8, cerca de 20 mil pessoas lotaram as ruas de São Paulo contra o impeachment de Dilma, no entanto, foram barrados por balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo e efeito moral, dispersando alguns manifestantes. E o mesmo está se repetindo em grande parte das manifestações.

A partir de agora, o Secor, ao lado da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e de todo o movimento sindical, fará parte de uma nova jornada de lutas que se inicia contra a retirada de nossos direitos, contra o retrocesso e em defesa da democracia! Não podemos ver quietos nossos direitos escorrendo pelo ralo. Vamos para às ruas, vamos nos conscientizar e transformar o Brasil em um país realmente democrático e independente de interesses patronais!

José Pereira da Silva Neto, presidente do Sindicato dos Comerciários de Osasco e Região (Secor)