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Comércio de Osasco apresenta o segundo maior saldo de empregos do estado

Publicado em: 30/09/2015

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Apesar de gerar no mês de julho apenas 20 novas vagas – saldo de 5.255 admissões contra 5.235 desligamentos, o que resultou um estoque formal de 140.804 empregos – o comércio varejista da região de Osasco teve o segundo melhor desempenho do Estado de São Paulo. Já no acumulado do ano foram eliminados 6.146 postos de trabalho no varejo, queda de 4,2% se comparado com o dezembro do ano passado.

As informações são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), elaboradas com base nos dados do Ministério do Trabalho e Emprego, por meio do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e o impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no estado de São Paulo, obtido com base na RAIS (Relação Anual de Informações Sociais).

Entre janeiro a julho de 2015, as maiores quedas da ocupação formal foram registradas nos segmentos Lojas de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento (-9,4%) e Outras atividades (-10,7%). Por outro lado, os setores de Farmácias e perfumarias e Materiais de construção foram os únicos a apresentarem alta nos estoques de emprego (4,0% e 0,4%, respectivamente).
Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, em julho, o ramo de Supermercados foi o que mais influenciou positivamente o desempenho da região de Osasco, com a criação de 139 vagas. Ao contrário de outras regiões, onde até mesmo este setor já está sofrendo de forma mais acentuada os reflexos da crise econômica, o cenário de Osasco e região demonstra que em momentos de redução do orçamento familiar, os consumidores priorizam o consumo de bens essenciais, como alimentos e medicamentos, possibilitando assim a geração de vagas no varejo que comercializa esses bens.

Desempenho estadual
Até julho de 2015, considerando os dados do Ministério do Trabalho e a metodologia da FecomercioSP, o comércio varejista paulista possuía 2.133.235 trabalhadores, dos quais 666.074 (31,2%) estavam localizados na capital. Do número geral, 29,8% estavam empregados na atividade de Supermercados, seguida por Outras atividades (16,4%) e Lojas de vestuários, tecidos e calçados (13,3%).

De acordo com a Federação, de janeiro a julho deste ano, o que se viu foi a redução de estoque em 57.235 postos de trabalho – resultado de 617.369 admissões contra 674.604 desligamentos -, o que representa uma queda de 2,6% em relação a dezembro de 2014. Desde 2007, é a primeira vez que há fechamento de vagas no varejo paulista para o período.

Apenas em julho foram eliminadas 5.135 vagas no varejo paulista, decorrência de 78.339 admissões contra 83.474 desligamentos, o que resultou em uma ocupação formal de 2.133.235 empregados (-0,2% em relação a junho).

No acumulado do ano, das nove atividades varejistas pesquisadas pela FecomercioSP, os piores desempenhos relativos são das Lojas de Vestuário , tecido e calçados (-8%) e das Concessionárias de veículos (-5%), que registram saldo negativo de trabalhadores em todas as regiões paulistas. Em contrapartida, os melhores resultados foram observados nos segmentos de Supermercados (-0,9%) – mesmo com redução de mais de 5.000 vagas – e Farmácias e perfumarias (1,1%), única atividade a apresentar alta, com criação de 1.763 postos de trabalho no período.

Para a Entidade, o varejo de Vestuários, tecido e calçados é uma das principais atividades a sentir a redução da demanda das famílias, que devido à crise financeira estão consumindo menos e concentrando seus gastos em bens essenciais, como alimentação e medicamentos.

Na análise da Federação sobre o desempenho de cada um dos 645 municípios paulistas no ano, os maiores saldos negativos foram observados em São Paulo (-14.155 empregos); Itapevi (-2.415 empregos); Ribeirão Preto (-1.981 empregos); as maiores gerações de vagas, por outro lado, foram observadas em Aparecida (228 empregos); Barrinha (183 empregos) e Mairinque (141 empregos). Os municípios de menor porte sustentam a geração de vagas e, com isso, aliviam um pouco o saldo negativo do varejo estadual, influenciado pela perda de vagas no setor de cidades maiores.

Para a FecomercioSP, os desligamentos dos funcionários estão diretamente ligados ao desempenho de vendas do comércio varejista. Com receitas menores, os empresários se veem na necessidade de adequar os custos ao cenário de demanda arrefecida, e uma das formas é a redução do quadro de colaboradores.

Maiores e menores saldos no varejo paulista
1 – São Paulo: -14.155 empregos
2 – Itapevi: -2.415 empregos
3 – Ribeirão Preto: -1.981 empregos
4 – Campinas: -1.808 empregos
5 – Osasco: -1.419 empregos
6 – Guarulhos: -1.346 empregos
7 – Sorocaba: -1.282 empregos
8 – São José dos Campos: -1.215 empregos
9 – Jundiaí: -1.128 empregos
10 – Piracicaba: -1.071 empregos

1 – Aparecida: 228 empregos
2 – Barrinha: 183 empregos
3 – Mairinque: 141 empregos
4 – Carapicuíba: 138 empregos
5 – Arujá: 135 empregos
6 – Vinhedo: 92 empregos
7 – Elias Fausto: 70 empregos
8 – Torrinha: 62 empregos
9 – Itaquaquecetuba: 58 empregos
10 – Campos do Jordão: 56 empregos

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Fonte: Visão Oeste