Quarta-Feira, 21 de Outubro de 2020 -

Crise provoca mudança de hábitos no uso consciente da água em SP

Publicado em: 24/03/2015
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Terminou o verão e embora os meteorologistas façam um balanço positivo da quantidade de chuvas na estação em algumas regiões, muitos reservatórios do país ainda estão com os níveis lá embaixo. O brasileiro precisa continuar economizando água e em São Paulo, a crise da água provocou iniciativas exemplares.

Silvia Alves mora em um condomínio que fez o próprio racionamento de água, que só é liberada durante uma hora de manhã, uma hora no almoço e duas à noite. No resto do dia, as torneiras ficam secas. “Eu acordo mais cedo do que estava acostumada para tomar banho”.

Até o jeito de se vestir mudou porque não dá para ligar a máquina de lavar todo dia. “Em uma semana, eu uso roupa clara, na outra, só roupa escura”, diz.

Essa economia que os apartamentos fazem está no elevador para todo mundo ver. A tabela mostra o quanto de água os prédios estão recebendo da Sabesp, que é a companhia de distribuição, e quanto os moradores estão gastando. Assim, eles sabem se estão conseguindo economizar e evitam que o racionamento fique ainda mais duro.

O síndico Sérgio Widman diz que os registros ainda vão ficar fechados por um tempo, pelo menos até a obra de um poço artesiano ficar pronta.

O verão começou seco. As chuvas vieram mesmo em fevereiro e março e o saldo acabou sendo positivo: foi o segundo verão mais chuvoso dos últimos 15 anos na capital paulista.

Um ano atrás, o Cantareira, o mais importante conjunto de represas de São Paulo, estava com 14,6% do volume normal. Agora conta com apenas 12,6%, considerando duas reservas de volume morto. No fim do verão passado, o Sistema Paraopeba, que abastece a região metropolitana de Belo Horizonte tinha, aproximadamente, 70% de sua capacidade. Hoje está em 34,5%.

A região metropolitana do Rio de Janeiro tinha quase 42% de reservas um ano atrás, agora, o volume é de pouco mais de 11%.

Na maior parte do Brasil, foi mais um verão seco e daqui pra frente, as chuvas devem ficar cada vez mais escassas.

“Abril já chove muito pouco na grande área central do Brasil, mas a estiagem mesmo, ela ocorre a partir de junho, julho. São os meses em que chove menos aqui na área central do Brasil”, explica Ana Bárbara de Melo, meteorologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Fonte: G1