Domingo, 20 de Setembro de 2020 -

Deputado federal Arlindo Chinaglia debate Reforma Trabalhista com diretoria do SECOR

Publicado em: 18/08/2017

Na última sexta-feira, 18/8, a diretoria do Sindicato dos Comerciários de Osasco e Região (SECOR), recebeu em sua sede, o deputado federal e presidente do Parlamento do Mercosul, Arlindo Chinaglia.

No encontro, o parlamentar falou sobre a atual conjuntura política e econômica do país; e pontuou os principais prejuízos que a Reforma Trabalhista trará para a vida do trabalhador brasileiro, passando pelo fim da contribuição sindical obrigatória; demissão de comum acordo; trabalho intermitente; aumento da jornada de trabalho; homologação sem fiscalização sindical; parcelamento de férias; permissão de grávidas e lactantes em ambientes insalubres; e o negociado sobre o legislado, que permite que acordos entre patrão e trabalhadores tenham mais força que a legislação.

Para Chinaglia, a Reforma Trabalhista visa desregulamentar, flexibilizar e reduzir direitos trabalhistas conquistados com luta durante anos. “Atinge salário, férias, economia salarial. Tudo vai para o espaço! A justificativa para a Reforma segundo o relator é uma justificativa patronal, um discurso ideológico”, afirmou.

Ainda segundo o presidente do Parlamento do Mercusul, o Uruguai entrou com ação acusando o Brasil de dano trabalhista. “Na hora que você desobriga as empresas a gastarem dinheiro com proteção do trabalhador, as empresas instaladas no Brasil ganham competitividade com empresas da Argentina, Uruguai, Paraguai e, daqui a pouco, a Bolívia, que vai entrar para o Mercosul também. Mas, o que na verdade o Uruguai percebeu? Se a Reforma não for atacada, a medida começará a ser discutida também no Uruguai e na Argentina”, refletiu Chinaglia.

O parlamentar falou também sobre o negociado sobre o legislado e o enfraquecimento dos sindicatos. “Estão instituindo uma representação dos trabalhadores por fora dos sindicatos nas empresas com mais de 200 trabalhadores. Vão colocar três representantes que não precisam ser sindicalizados. Portanto, com a força que o patrão tem dentro da sua empresa, com seus gerentes e chefes, todo mundo sabe o tanto que o trabalhador tende a ficar acuado e ali o sindicato não tem como interferir”.

Além dos outros pontos debatidos, os diretores também puderam conversar com o deputado sobre a situação política do país e a Reforma Política.