Domingo, 27 de Setembro de 2020 -

Depressão pós-parto: mal que pode ser vencido com ajuda da família

Publicado em: 20/03/2009

depre

Segundo estudos, mais da metade das mulheres que dão à luz, sentem-se mais sensíveis após o parto, sobretudo entre o segundo e o quarto dia. No geral, as mamães passam a ter um sentimento de incapacidade de cuidar do filho, da casa, do marido. Os sintomas da depressão pós-parto interferem nas atividades do dia a dia e também no relacionamento com outras pessoas.

A mamãe sente uma tristeza muito grande e prolongada, sentimento de culpa, com baixa auto estima e perda de sentido para a vida. Muitas vezes se acha incapaz de cuidar do seu bebê e passa a ter dificuldades de amamentá-lo e suprir suas necessidades básicas, não sendo capaz de cuidar dela própria também. Pode, em casos mais graves, tentar o suicídio, abandonar o bebê ou mesmo tentar matá-lo.

Outros sintomas físicos também podem ser observados, como alterações gastrointestinais, intestino preso ou solto, boca ressecada, dores de cabeça, insônia, alterações de apetite e perda do interesse por sexo.

Esta depressão pode durar poucos dias até quatro ou cinco semanas. Apesar de geralmente não requerer uso de medicamentos, o apoio e carinho familiar são fundamentais para a recuperação da mamãe, bem como o acompanhamento por um psicólogo. É muito importante para elas conversarem sobre o que estão sentindo.

As chances desta depressão leve evoluir para um quadro mais crítico são mínimas.

Não há como saber se uma mulher terá ou não depressão pós-parto. Algumas mulheres merecem maior atenção, como as que já tiveram algum tipo de depressão, que na gravidez anterior apresentaram depressão pós-parto, que não desejavam a gravidez ou passaram por momentos difíceis durante a gestação e podem colocar a culpa nos bebês.

Em observando os sintomas, a família deve tomar a inciativa de procurar especialistas para o devido acompanhamento.

O Secor dispõe de psicólogos que poderão orientar nesse sentido.