Sábado, 22 de Setembro de 2018 -

Mais uma mulher morre no Brasil vítima de feminicídio

Publicado em: 06/03/2018

FABIO RODRIGUES POZZEBOM / AGÊNCIA BRASIL

A professora Cenira Angélica Ventura, de 39 anos, é mais uma vítima do feminicídio no Brasil. Ela foi assassina pelo marido, que começou a agredi-la dentro de casa e terminou em via pública, onde foi encontrada no chão com pelo menos 20 perfurações feitas por golpes de arma branca. O caso ocorreu na cidade de Viçosa, em Alagoas.

“As motivações mais usuais nos casos de feminicídio, como foi o caso da companheira Cenira,  são o ódio, o desprezo ou o sentimento de perda do controle e da propriedade sobre as mulheres, segundo a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, Junéia Martins.

“Cenira foi morta de forma brutal pelo marido, considerado por vizinhos e conhecidos como um homem ciumento e agressivo”, lamenta Junéia.

Brasil ocupa 5º lugar no ranking

Com uma taxa de 4,8 assassinatos a cada 100 mil mulheres, o Brasil ocupa a quinta posição em um ranking de 83 países com maior índice de homicídios femininos, segundo dados do Mapa da Violência 2015 (Cebela/Flacso).

O estudo mostra que dos 4.762 assassinatos de mulheres registrados em 2013 no Brasil, 50,3% foram cometidos por familiares, sendo que em 33,2% dos casos o crime foi praticado pelo parceiro ou ex-companheiro.

De março de 2016 a março de 2017, foram registrados oito casos de feminicídio por dia

– Dados do Ministério Público.

Junéia diz que é preocupante o feminicídio cometido pelo próprio parceiro e lembra que, “geralmente, para se chegar a um estágio grave como esse, que resultou na morte de uma mulher, outras violências domésticas e familiares ocorreram antes”.

“É justamente isso que precisamos evitar. Toda e qualquer forma de opressão contra as mulheres no lar, no trabalho e na vida”, ressalta a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT.

Fonte: CUT