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Palavra do vice-presidente: Apesar do aumento de poder de compra do brasileiro, combate a desigualdade social continua

Publicado em: 03/03/2015
Assessoria/Secor

Assessoria/Secor

Em janeiro de 2015, o poder de compra do salário-mínimo aumentou e, de acordo com o Banco Central, é o maior desde agosto de 1965. Consequentemente, a valorização do salário-mínimo repercute no poder de compra de nossos trabalhadores, aumentando o consumo.

Mesmo com certa estabilidade econômica e o aumento de renda dos menos favorecidos, não podemos descartar a desigualdade social no Brasil. De acordo com dados do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo, em 2012, a renda média dos mais ricos do país era 33 vezes maior do que a renda dos mais pobres. Entretanto, se compararmos com o ano de 1989, considerado pela pesquisa o ano do auge da desigualdade, vamos ver que estamos melhorando bastante, já que a renda da classe alta chegava a ser 70 vezes maior.

Mesmo assim, ainda temos muito a fazer! Como instituições democráticas, devemos continuar garantindo e lutando por mais direitos do trabalhador, que afetam a vida de toda uma família e, consequentemente, de toda a sociedade.

Também estamos conscientes que a redução da desigualdade está completamente interligada à qualidade de vida e ao desenvolvimento das cidades, ou seja, fácil acesso a serviços de saneamento básico, água e energia.

Além disso, para o enfrentamento da desigualdade hoje se fazem necessários cidadãos inteligentes que fortaleçam a participação popular em políticas públicas e, para isto, podemos contar tecnologia que o próprio cidadão pode ajudar na melhoria da sua cidade, tanto o mais rico quanto o mais pobre. O CitySandbox, por exemplo, desenvolvido pelo Social Apps Lab da UCB, incentiva a colaboração entre vizinhanças em um serviço que disponibiliza um mapa da cidade e permite que usuários comentem problemas de cada local e troquem sugestões para solucionar os mesmos.

Assim, combinando a democracia com crescimento consistente econômico e políticas sociais eficazes podemos diminuir cada vez mais a diferença entre a renda anual entre ricos e pobres e avançar cada vez mais no enfrentamento da desigualdade social.

Luciano Pereira Leite, vice-presidente do Secor

Fonte: Assessoria de Imprensa