Terça-Feira, 20 de Outubro de 2020 -

Perspectivas do comércio para o final do ano e meses consecutivos

Publicado em: 08/11/2010
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O Comércio na região metropolitana de São Paulo – (OSASCO), prevê ampliação no volume de vendas do varejo na ordem de 10% no próximo período em relação a 2009. As expectativas para aumento do PIB estão entre 4,5% e 5%, o que garantirá “a manutenção do consumo e a retomada do crescimento mais robusto do volume do crédito”. Destacamos ainda que as vendas em Osasco, poderão crescer ate 8% com um aumento real de 4% do comércio geral em relação a 2009, com destaque para os segmentos de vendas via comercio eletrônico pela internet (12%), supermercados (9%) e lojas de departamentos (7%). Apenas para o Natal, as previsões são de crescimento de 12% das vendas.

Os segmentos que devem puxar as vendas do Natal são eletrodomésticos e eletroeletrônicos (27%), lojas de departamentos (19%) e farmácias e perfumarias (18%). Grandes redes varejistas já começam a esticar os prazos de pagamento de eletrodomésticos, eletrônicos e equipamentos de informática, ainda de forma promocional. Essa é uma clara indicação de que os financiamentos longos devem ganhar força neste Natal.

Hoje é possível quitar uma máquina de lavar em dois anos e meio, um televisor em dois anos e um computador em um ano e meio. Segundo o setor patronal, “Nunca foi oferecido um prazo sem juros tão longo. Esses planos são inéditos”.Em algumas redes os eletroeletrônicos são financiados com prazos que chegam a 18 meses no cartão próprio. A última pesquisa sobre prazos de pagamento feita pelas entidades revela que, no mês passado, o prazo médio dos financiamentos, inclusive os bancários, era de 16 meses, e o máximo chegava a 36 meses.

Quem pretende comprar um eletrodoméstico vai pagar até 10,69% a mais do que teria gasto no Natal do ano passado, quando ainda vigorava a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para itens da linha branca. Mas os juros, que estão mais baixos hoje, podem atenuar o efeito do aumento nas prestações. Mas ainda que os produtos estejam mais caros, especialistas acreditam que o consumidor não vai desistir de comprar. “Assim como nos anos anteriores, os eletrodomésticos voltarão a ser um dos produtos mais vendidos neste Natal”.

Para justificar essa afirmação, nos apoiamos nas pesquisas de intenção de compra realizadas pela Fecomércio, que apontam índice de 141,1 para a disposição de consumo dos trabalhadores – o indicador varia de zero a 200, sendo que valores acima de 100 demonstram otimismo. “As pesquisas mostram que o consumidor está satisfeito com o emprego, com sua renda, com seu consumo e acredita que tudo isso vai melhorar em um futuro próximo. E essas características todas apontam diretamente para predisposição ao consumo de bens duráveis, que costumam ter um valor mais alto e por isso são pagos a prazo.”

Um fator que pode ajudar a garantir as vendas de eletrodomésticos é a queda dos juros. No Natal de 2009, os financiamentos aos consumidores custavam em média 42,7% ao ano, informa o Banco Central. Agora, a taxa média é de 39,9% ao ano.

Inadimplência – Em setembro, a inadimplência com cheques caiu para o menor patamar para o mês desde 2004, ficando em 1,59%, segundo dados do Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundo, divulgado nesta quinta-feira (21). No acumulado do ano, frente ao mesmo período de 2009, houve queda de 9,29% no número de cheques compensados, para 839,035 milhões. Já o número de cheques devolvidos por falta de fundos recuou ainda mais no período (-32,9%), para 15,096 milhões. Assim, de janeiro a setembro, a inadimplência com essa modalidade ficou em 1,80%, o menor percentual para os nove primeiros meses também desde 2004. A queda da taxa de inadimplência com cheques é reflexo da maior disponibilidade de linhas de crédito aos consumidores. Com maior disponibilidade de crédito, os consumidores diminuem a utilização do cheque pré-datado como meio de financiamento. Isto reduz o risco de inadimplência deste meio de pagamento, melhorando a sua qualidade. Além disto, o bom momento vivido pela economia favorece uma administração mais eficiente do caixa das empresas, contribuindo para diminuir a incidência da devolução, por insuficiência de fundos, dos cheques emitidos por pessoas jurídicas.

O índice de otimismo dos consumidores brasileiros em relação à compra de bens duráveis cresceu 2% em outubro, passando de 136,9 pontos em setembro para 139,7 pontos em outubro. Também na região metropolitana de São Paulo indicador ICF (Intenção de Compra das Famílias), divulgado pela CNC (Confederação Nacional do Comércio) na terça-feira (19), apontou que, neste mês, 65,3% das famílias acreditam que o momento atual é favorável para esse tipo de consumo, um crescimento de 2,2 pontos percentuais em relação aos 63,1% registrados em setembro.

O levantamento ainda revelou que a variação do índice foi maior entre os mais ricos (3,9%) do que entre os mais pobres (1,8%). De acordo com o levantamento, além do aumento da massa salarial e, principalmente do crédito, a valorização do real este ano impõe uma dinâmica específica aos preços dos bens duráveis com desacelerações, ou mesmo quedas persistentes, após a retirada dos incentivos fiscais nos primeiros meses de 2010. Os preços de bens duráveis como microondas e televisores apresentaram queda de 6,3% e 13%, respectivamente, nos últimos doze meses encerrados em setembro. Aparelhos de som (-0,7%), aparelhos de DVD (-3,4%) e microcomputadores (-3,1%) também sofreram queda, o que estimulou o consumo.

Segundo pesquisa mensal do comércio do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os ramos de móveis e eletrodomésticos e equipamentos de escritório, informática e comunicação apresentaram aumento nas vendas do varejo este ano, de 18,9% e 24,8%, respectivamente.

LUCIANO PEREIRA LEITE – SECRETARIO GERAL DO SINDICATO DOS EMPREGADOS NO COMERCIO DE OSASCO E REGIÃO. WWW.secor.org.br

Fonte: Luciano Pereira Leite