Segunda-Feira, 18 de Janeiro de 2021 -

Secor levanta bandeiras trabalhistas na TV

Publicado em: 08/10/2014

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Na última segunda-feira, 6/10, o programa TV Secor recebeu o advogado trabalhista Maximiliano Nagl Garcez, da Advocacia Garcez, para discutir e esclarecer questões sobre bandeiras importantes do atual cenário sindical, como a redução da jornada de trabalho para 40h e a terceirização.

Durante o bate-papo, o primeiro ponto destacado pelo advogado foi uma luta antiga do Secor e de todas as Centrais Sindicais: a redução da jornada de trabalho para 40h semanais, sem prejuízo do salário. De acordo com Garcez, essa é uma pauta fundamental para todos trabalhadores, pois traz muitos benefícios.

“A diminuição do número de acidentes do trabalho é um deles, pois quanto maior a jornada maior o cansaço e, consequentemente, incidentes no ambiente profissional. Nesse ponto, devemos destacar também o benefício que a redução traria para as empresas, visto que não pagariam direitos decorridos do acidente e não teriam um trabalhador afastado de suas atividades”, completou.

Ainda nessa pauta, Garcez ressaltou a expansão da geração de empregos que a redução desencadearia e, com isso, o aquecimento da economia devido o aumento do poder de compra dos brasileiros. Essa medida também aumentaria o tempo disponível para momentos de lazer e investimento na educação. “Além de ter mais tempo para se qualificar profissionalmente, o trabalhador poderia acompanhar a educação dos filhos”, afirmou. Em síntese, a redução promoveria a uma sociedade mais digna e justa.

A terceirização, considerada pelo Secor um grande risco para os trabalhadores e para a economia, também foi tema de destaque durante o bate-papo do programa. De acordo com o convidado do TV Secor, a aprovação do Projeto de Lei 4330, que prevê a contratação de serviços terceirizados para qualquer atividade de determinada empresa, traria um enorme prejuízo aos trabalhadores e atingiria todos direitos já conquistados. “Um supermercado, por exemplo, poderia não ter funcionários. É um contrato para os caixas, outro para repositores de mercadoria e assim por diante. O trabalhador não saberia quem é seu empregador de verdade”, explicou Garcez.

Ainda de acordo com o advogado, o terceirizado tem seus direitos rebaixados, pisos diminuídos, jornadas maiores e ainda levam calotes com frequência.

Fonte: Assessoria de Imprensa