Quarta-Feira, 14 de Outubro de 2026 -

SECOR participa de ato por pagamento das verbas rescisórias dos trabalhadores das Casas Bahia

Publicado em: 25/09/2026
O Sindicato dos Comerciários de Osasco e Região (SECOR) participou, na manhã desta terça-feira (22), de uma manifestação realizada em frente à megaloja das Casas Bahia, na região da Berrini, em São Paulo, para cobrar o pagamento das verbas rescisórias dos trabalhadores e trabalhadoras demitidos pela empresa.
O ato reuniu trabalhadores desligados, dirigentes sindicais, militantes e representantes de entidades da Região Metropolitana de São Paulo. Com cartazes, faixas e bandeiras, os participantes chamaram a atenção para a situação enfrentada pelos comerciários que aguardam o recebimento de seus direitos trabalhistas.
Entre as frases que marcaram a mobilização estava: “Renato Franklin, cadê você? Eu vim aqui para receber!”, em referência ao CEO das Casas Bahia.
Representando o SECOR, estiveram presentes os diretores Eucinedes Costa, Aparecido Borges, Jorge Gonçalves e Ana Rapini. Durante o ato, Eucinedes Costa e Ana Rapini destacaram a atuação imediata do Sindicato diante das demissões em massa e o apoio à iniciativa da secretária de Assuntos Jurídicos, Kelly Domingos, e do presidente Luciano Pereira Leite, que ingressou com medida judicial para questionar as dispensas coletivas.
Segundo Eucinedes Costa, a ação não tem como objetivo apenas discutir a reintegração dos trabalhadores, mas impedir que as verbas rescisórias sejam incorporadas ao processo de recuperação judicial da empresa.
“A nossa preocupação é garantir que os trabalhadores recebam seus direitos o mais rápido possível. Não podemos permitir que essas verbas fiquem sujeitas aos prazos e condições da recuperação judicial”, afirmou.
A preocupação do movimento sindical é que, caso os valores rescisórios sejam submetidos às regras da recuperação judicial do Grupo Casas Bahia, os trabalhadores possam ter de aguardar até um ano para receber os pagamentos, com possibilidade de extensão por mais dois anos. Na prática, isso poderia representar uma espera de até três anos para o recebimento dos direitos trabalhistas.
A secretária-geral do SECOR, Ana Rapini, ressaltou o impacto social dessa situação sobre as famílias dos comerciários.
“Para o SECOR, esse é um preço muito alto pago pelo trabalhador. Imagine um comerciário demitido que tem em casa uma esposa grávida, prestes a ter um filho. Como essa família vai esperar três anos para receber? Imagine alguém que está no meio de um tratamento contra o câncer e precisa de medicamentos. Esperar três anos é inaceitável”, destacou.
Para orientar os trabalhadores atingidos pelas demissões, o SECOR disponibilizou um canal direto de atendimento pelo WhatsApp: (11) 92048-3414.
O presidente do SECOR, Luciano Leite, reforçou o compromisso da entidade com a defesa dos comerciários.
“Estamos nas ruas e no apoio total à luta dos trabalhadores das Casas Bahia. Verbas rescisórias e direitos trabalhistas têm natureza alimentar; é inadmissível submeter a subsistência de famílias que deram seu suor pela empresa às regras e prazos de uma recuperação judicial. O SECOR não aceitará que o preço do processo caia sobre as costas de quem trabalha. Exigimos o pagamento imediato e integral de tudo o que é de direito de cada comerciário demitido”, afirmou.

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