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Ensino profissionalizante cresce 6% em um ano

Publicado em: 28/02/2014
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Embora os alunos do ensino profissionalizante representem apenas 3% dos 50 milhões de estudantes matriculados na educação básica em todo o país, a cada ano, a modalidade tem ganhado espaço e conquistado mais adeptos. O último Censo da Educação Básica, divulgado ontem pelo Ministério da Educação (MEC), mostra que 1.441.051 jovens frequentaram aulas da educação profissional em 2013 número quase 6% superior ao total registrado no ano anterior.

A chance de encontrar mais oportunidades e ingressar mais rápido no mercado de trabalho é uma das razões para que moças e rapazes busquem formação profissional. Um estudo recente, também revelado ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), indica que 90% dos jovens entrevistados acreditam nisso. Outra máxima que atrai estudantes está ligada aos salários: 82% concordam que profissionais com certificado de qualificação profissional obtêm maiores salários que aqueles que não têm um diploma.

De acordo com o Censo, a distribuição das matrículas no ensino profissionalizante é equilibrada entre as redes pública e particular (veja gráfico nesta página). No ensino privado, as entidades do Sistema S são responsáveis por grande parte das matrículas. Historicamente, a educação profissional não foi prioridade na educação do país e agora isso está mudando , avalia o diretor-geral do Senai, Rafael Luchesi.

Gargalo

Ao divulgar o Censo, o MEC destacou ainda o crescimento de alunos do ensino fundamental que estudam em período integral. Entre 2012 e 2013, o crescimento foi de 45%, chegando a 3,1 milhões de matrículas. Temos um sistema que foi preparado para atender a educação em tempo parcial. O que estamos fazendo agora é um esforço com a estrutura existente e algum aporte , diz o ministro Henrique Paim. Segundo ele, o gasto do ministério com o ensino integral nessa etapa da educação é de R$ 2 bilhões ao ano.

No ensino médio, no entanto, o MEC ainda identifica um gargalo , motivado, por exemplo, por um currículo extenso e, muitas vezes, pouco atraente aos estudantes. No ano passado, o número de matrículas nessa etapa do ensino era de 8,31 milhões, pouco abaixo do registrado em 2012 (8,37 milhões). O ensino médio é um problema histórico, que está mudando. As taxas de aprovação no ensino médio, principalmente no 1.º ano estão em torno de 70%. Esse é o gargalo , afirma o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Chico Soares.

Fonte: Gazeta do Povo

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