Sábado, 12 de Junho de 2021 -

Uruguai é modelo de respeito aos direitos trabalhistas

Publicado em: 21/05/2014
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Uruguai está entre os países que mais respeitam os direitos dos trabalhadores, enquanto o Brasil está entre os que têm falhas na legislação trabalhista, aponta um estudo da Confederação Internacional de Sindicados (CSI).

O relatório, apresentado no congresso mundial da CSI, que acontece nesta semana Berlim, situa o Uruguai no grupo 1 da classificação, que reúne os passes nos quais “os trabalhadores podem se sindicalizar livremente e defender seus direitos de maneira coletiva contra o governo e as empresas”.

O país sul-americano é classificado no mesmo grupo de países como a Noruega, a Dinamarca, a Alemanha, a Finlândia e a Suécia, onde os trabalhadores podem conseguir melhoras em sua situação através da legislação coletiva.

A Espanha, junto com Bósnia-Herzegovina, Angola, Japão, Hungria e a República Dominicana está no grupo 2, no qual estão emoldurados países nos quais a situação é ligeiramente pior que no grupo anterior.

O Brasil, a Bolívia, o Chile, o Equador e a Venezuela estão no grupo 3, o dos países com brechas na legislação.

Já Argentina, El Salvador, México, Panamá e Peru ficam se equadram no grupo 4, o dos países onde os trabalhadores denunciaram violações sistemáticas de seus direitos e nos quais, pela atitude atual de governos e empresas, se consideram em perigo os direitos fundamentais.

A esse grupo pertencem países tão diferentes entre si como os Estados Unidos e Haiti.

Colômbia e Guatemala, por outro lado, são classificados no grupo 5, que abrange os países onde, embora a legislação enumere uma série de direitos, os trabalhadores carecem efetivamente de acesso a eles e estão portanto expostos a regimes autocráticos e a práticas trabalhistas injustas.

No mesmo grupo – que segundo o estudo agrupa a “os piores países do mundo para trabalhar” – estão classificados países como Camboja e Bangladesh.

O estudo se baseia nos relatórios sobre violações dos direitos trabalhistas realizados entre abril de 2013 e março de 2014 em 139 países, levando em conta 97 indicadores e com especial atenção ao direito à liberdade sindical, o direito à negociação coletiva e o direito de greve.

Fonte: Exame

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