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Vendas do Carrefour crescem no Brasil no 4º trimestre de 2012

Publicado em: 12/03/2013
Divulgação

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A varejista francesa Carrefour anunciou nesta quinta-feira que no quarto trimestre de 2012 as vendas no Brasil cresceram em “todos os formatos” operados pela companhia, ou seja, em hipermercados, lojas de vizinhança e atacado (bandeira Atacadão). Entretanto, o balanço mostra que a desvalorização do real observada no ano passado afetou o resultado da companhia no País.

A filial brasileira do Carrefour vendeu 3,285 bilhões de euros no 4º trimestre de 2012. Em termos nominais, o valor é 2,2% superior ao observado em igual período de 2011. O desempenho, porém, é bem inferior à alta de 14,4% nas vendas na Argentina ou de 6,4% na China. Se não houvesse desvalorização do real no período, as vendas, que são declaradas em euro no balanço, teriam sido 12,6% maiores do que as registradas um ano antes no Brasil, incluindo lojas novas e antigas. Na Argentina, por esse mesmo conceito, o faturamento teria crescido 24,6% e na China, 0,7%.

Segundo o balanço, o efeito desfavorável do câmbio no Brasil e Argentina gerou um impacto negativo no resultado de toda a região. Com o câmbio corrente, as vendas latino-americanas cresceram 4,8% no 4º trimestre. Sem o efeito da variação das moedas, o crescimento teria sido muito maior, de 15,1%. “O impacto negativo de 10,3 pontos porcentuais é atribuído à depreciação do real brasileiro e do peso argentino contra o euro”, informa a empresa em seu balanço.

A despeito do efeito cambial, a empresa diz que é possível notar um “contínuo e sólido crescimento no Brasil”. No País, a direção do Carrefour destaca a continuidade da expansão das vendas nos hipermercados pelo conceito de mesmas lojas (abertas há mais de um ano). Além disso, a empresa cita que o Atacadão continua sendo beneficiado pela alta de preços das commodities.

No balanço, a empresa afirma que o desempenho da rede nos mercados emergentes continua, de maneira geral, positivo e com vendas em alta. O bom desempenho é visto em especial na América Latina, cita o documento.

Fonte: Fernando Nakagawa/Estadão

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