Quinta-Feira, 01 de Outubro de 2020 -

1º de Maio da CUT denunciará o golpe e agenda de retrocessos

Publicado em: 28/04/2016
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Em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira, 27, na sede da Central Única dos Trabalhadores, a CUT apresentou a programação do 1° de Maio e apontou que o foco deste ano é denunciar o golpe em curso e a retirada de direitos dos trabalhadores, conforme apontou o Secretário-Geral, Sérgio Nobre.

“Por trás desse movimento, a gente sabe que há uma agenda conservadora e é por isso que representantes do setor empresarial como a Federação Nacional da Indústria (Fiesp) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) estão apoiando o impeachment.”

Ele avaliou ainda que nesse pacote de retrocessos está a aprovação de pautas contra os interesses da classe trabalhadora. “O que está em jogo é a entrega da Petrobrás e a aprovação da terceirização. Isso está claro no documento do Michel Temer, o que chamamos de Ponte para o Passado”, reitera o dirigente.

Com o tema “Brasil: Democracia + Direitos”, o 1° de maio da CUT deste ano vai reunir os movimentos sociais, estudantis, de mulheres, negros, LGBT, juristas, intelectuais, artistas e todos que estão na luta contra o golpe e a retirada de direitos trabalhistas.

A atividade vai ocorrer em todo o país e nas principais capitais. Em São Paulo, o evento no Vale do Anhangabaú reunirá representantes de partidos, do movimento sindical e social que estão contra o impeachment.

A partir das 10h haverá um grande ato político com presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A CUT entregou um convite oficial à presidenta Dilma Rousseff, que ainda não confirmou sua participação.

De acordo com Sérgio Nobre, o impeachment sem crime de responsabilidade, conduzido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é um golpe porque ele não tem legitimidade para conduzir o processo. “É um Congresso com várias suspeitas em sua maioria, comandado por um criminoso (Cunha) que quer afastar uma presidenta honesta”, realça.

Unidade para barrar o golpe e em defesa da classe trabalhadora
Representantes de outras centrais que estão contra o golpe também estiveram presentes na coletiva.

Os elementos que se escondem por trás do impeachment é exatamente a agenda neoliberal que foi derrotada nas urnas, avalia o presidente da Central Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo. “Os que advogam a tese do impeachment esconde na “Ponte para o Futuro” a ideia da “modernização do trabalho”. O que é essa modernização? É rasgar a CLT”, reafirma.

Para o secretário de Relações Internacionais da Intersindical, Ricardo Saraiva, o golpe que está em curso não é somente à presidenta e o PT, mas contra a classe trabalhadora.

“Esse primeiro de 1° de maio ficará na história porque estará o povo, as centrais e os movimentos sociais que compreendem o momento que estamos passando como um período de golpe”, finaliza.

Durante a programação, estão confirmadas as participações de Beth Carvalho, Martinho da Vila, Detonautas, Chico César e Luana Hansen. Haverá também feira gastronômica, unidades móveis de atendimento, atrações para as crianças e outros serviços à população.

Fonte: CUT Nacional