Segunda-Feira, 23 de Novembro de 2020 -

Ataque aos direitos dos trabalhadores está na ordem do dia do governo golpista

Publicado em: 12/07/2016
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Divulgação

Na última sexta- feira, 8, o presidente interino e golpista, Michel Temer, participou de um encontro com empresários na Confederação Nacional da Industria, a CNI. Na ocasião, o presidente da entidade patronal, ligada à FIESP/Pato, Robson Braga de Andrade, defendeu que a jornada de trabalho aumentasse para 12h diárias. Para justificar usou a França como exemplo e tudo em nome da “competitividade”.

Em nota, as centrais sindicais classificaram tal declaração como provocação ao povo brasileiro: “Neste momento em que os trabalhadores buscam diálogo com a classe política, bem como com a classe empresarial, a fim de estabelecer um consenso tripartite, benéfico para todos e sem prejuízo para nenhum dos envolvidos, tal afirmação, que faz lembrar a situação da classe operária do século 19, surge como uma provocação estapafúrdia ao povo brasileiro”.

Em outro trecho da nota, os sindicalistas relembram: “O que os trabalhadores querem e precisam é andar para frente, não retroceder na história. Neste sentido aproveitamos a oportunidade para reafirmar nossa bandeira pela redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário”. A redução de jornada para 40 horas semanais é, mais uma vez, eixo da campanha salarial de 2016 da Federação dos Metalúrgicos da CUT, a FEM- CUT/SP.

A jornada de trabalho não é a única ameaça que os empresários e o governo golpista vêm fazendo aos trabalhadores brasileiros. Outro ataque vem na previdência social, na última quinta- feira o governo federal também anunciou mudanças no auxilio- doença e aposentadoria por invalidez.

Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, presidente da FEM – CUT/SP classifica todas as propostas como retrocessos e provocou: “A jornada de 12 horas diárias me lembra a Inglaterra no período da revolução industrial. Será que o presidente da CNI vai propor jornada de 10 a 12 horas para crianças também? É inaceitável que o aumento de jornada seja pauta nos dias de hoje. Diversos estudos apontam que é a redução de jornada que favorece os trabalhadores e os empresários”.

Para os empresários e o governo golpista quem é o pato? Alertamos que somos nós, os trabalhadores e trabalhadoras!

Fonte: CUT São Paulo